Agregando redes sociais

Um dos grandes problemas que apareceram com a Web 2.0, a criação das redes sociais e blogs foi uma maneira simples de gerenciar todo o conteúdo gerado. Eu, por exemplo, leio cerca de 12 blogs diariamente, tenho meu flickr e posto aqui no blog da empresa. Existe uma forma de centralizar isso tudo num unico lugar? Infelizmente não, mas podemos adotar algumas soluções para deixar o dia a dia mais prático.
Com a leitura de tantos blogs eu perdia vários minutos diários apenas entrando em sites que demoravam para carregar e, quando finalmente terminavam, descobria que não havia nenhuma novidade lá. Acho que se houver alguem que entre aqui no blog, você também passa por esse problema. Há umas semanas atrás resolvi aderir ao Google Reader para organizar meus feeds e vi que a solução é muito boa, mostra todas as atualizações ordenadas com a possibilidade de exibir somente as novidades de um determinado site. Infelizmente ainda faltam alguns recursos como do Gmail, onde podemos determinar alguns textos como lidos, definir tags de uma forma mais simples e por ai vai. Acho que uma intergração entre as duas ferramentas seria perfeita!
Agora olhando pelo outro lado, de quem publica informação, uma novidade do Orkut me surpreendeu. Desde a ultima atualização é possível agregar diversos feeds ao seu profile. Assim, quando seus amigos aparecerem para saber da sua vida, eles já tem acesso ao seu blog, flickr, fotolog ou o que mais de conteudo você produzir. E com apenas um clique eles são levados a página da publicação para que possam comentar e opinar.
Agora é aguardar e esperar que essa integração aumente para que finalmente possamos acessar todos essas redes, publicar conteudo e acompanhar nosso amigos de um único lugar. Tudo isso sem comprometer a segurança da informação enviada.

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Principio da menor surpresa

Imagine a cena… Você acabou de fechar aquele pedido em uma loja virtual mas percebe que não possui o dinheiro no momento, apesar de ter entrado com seus dados do cartão de crédito. O loja, preparada para essa situação, possui uma funcionalidade que permite a você cancelar os pedidos. Entrando na funcionalidade o pedido é facilmente encontrado, selecionado e os dados são exibidos junto um grande botão “cancelar”.

Numa situação dessa você fica pensando o que significa o botão. Ele cancela a operação que estou realizando ou o pedido desejado? Segundo o Principio da Menor Surpresa, a ação deveria cancelar a proposta pois é a operação que causaria, como diz o título, a menor surpresa ao usuário. Afinal de contas, ele entrou nessa tela para cancelar a proposta.

De qualquer forma, cada usuário pode possuir uma associação diferente ao label do botão de acordo com a categoria de pensamento utilizada para interpretá-lo. A melhor coisa a fazer nesse caso é eliminar qualquer tipo de ambiguidade. Assim, uma etiqueta “confirmar operação” diria mais a respeito da ação a ser realizada no momento do clique.

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Quando a tecnologia rema contra a maré…

Atualmente estou trabalhando como arquiteto para o Portal Internet de uma grande empresa brasileira. Entre as minhas funções, está a decisão entre usar ou não os EJBs 3.0 (Enterprise JavaBeans, para quem chegou aqui agora…). Como o tempo de desenvolvimento e a complicação caem consideravelmente e o Java EE 5 já possui alguns servidores homologados pensei: Por que não?
Acontece que o cliente possui a restrição de trabalhar com o Application Server de um distribuidor defindo e não existe meios de se alterar isso. Esse distribuidor, por sua vez, lançou há uns meses atras a sua versão do Application Server compatível e homologado para o JEE 5. Ou seja… TODOS os recuros da versão deveriam ter um mínimo de funcionamento naquele servidor.
Meu sofrimento começou quando tentei desenvolver um EJB 3 usando a IDE disponibilizada por eles. É claro que não funcionou, né? A ferramenta só permitia que fossem criados projetos que usassem EJB 2.1 (um parto para qualquer desenvolvedor) e, caso eu decidisse criar um projeto EJB 3 por conta própria, ela simplesmente não permitia que esse projeto fizesse parte de um EAR automaticamente.
Por amor ao Java, decidi fazer um projeto separado mesmo e colocar o JAR compilado a força dentro do EAR através de um script Ant mesmo. A principio tudo funcionou… EJB chamando EJB… Servidor reclamando de Interfaces que ele não achava… Meu projeto estava salvo! Até que tentei fazer a bendita (ou maldita) injeção de dependência em um componente JSF.
Se você não conhece, a injeção de dependência consiste em identificar as classes que o seu objeto precisa para ser utilizado e, a partir dai, criar uma instância delas e já colocar no seu objeto através dos metodos set dele. O JEE 5 melhor isso tudo e faz toda essa montagem através de annotations @EJB. Exceto no Application Server do meu cliente.
Tres dias de emails para fornecedor, cliente e chefe depois, decidimos fazer uma reunião para acertar os pontos falhos da arquitetura. De cara o representante do fornecedor já vem com aquele papo de “uma tecnologia de vanguarda como o EJB 3 aumenta muito o risco da sua aplicação, ainda mais porque a nossa equipe não está totalmente capacitada para atendê-los”, ou seja, “nosso produto não funciona e você vai ter que fazer tudo por conta e risco”.
Como não podia bater de frente com o cara e muito menos jogar a m**** no ventilador, decidir abandonar o EJB e fazer a minha camada de negócio através do Spring mesmo. Só não me peçam para plugar aplicações de terceiros nesse site porque agora ele está offline!

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E dizem que o cliente sempre tem razão…

Acho que todos já sabem isso mas, há um tempo atrás, a Directc e a SKY se fundiram em uma única empresa de TV a cabo. Com essa operação, ficou decidido que os clientes passariam a usar o atendimento da Directv e a infraestrutura técnica da SKY. Eu que era cliente da Directv, fui pego nessa mudança e ai começaram meus problemas.
Depois de usar por 5 anos o sistema do aparelho da Directv, acabei desenvolvendo alguns costumes e aprendi alguns macetes para facilitar a minha navegação pelos canais. Acontece que o sistema da SKY não possui a maior parte dos recursos que havia na Directv além de ter uns bons “bugs” (consideração minha, ok?) em termos de usabilidade.
Tentei escrever pra operadora e sugeri diversas melhorias no aparelho para que os clientes da Directv se sentissem um pouco mais a vontade com o receptor sem mudar muito o acesso para os usuarios SKY, ou seja, “Empower the user!”. Recebi uma confirmação por parte da SKY dizendo que as minhas sugestões foram encaminhadas a equipe de engenharia e seriam analisadas para futura implementação. Devem estar analisando até hoje porque não vi diferenças no receptor e ninguém entrou em contato comigo para saber se eu tinha mais sugestões.
Por sorte existem empresas que levam o usuário mais a sério, como o Banco do Brasil. Sou cliente deles e gosto de usar todos os recursos disponíveis pra mim no Internet Banking, como o Gerenciador Pessoal Financeiro. Pra quem não conhece, o programa é um sisteminha de contabilidade pessoal onde você vai categorizando suas movimentações, pode criar orçamento mensal e fazer o acompanhamento do mesmo. O melhor de tudo é que, todas as vezes que escrevi ao Banco sugerindo melhorias, eles retornaram a minha ligação num prazo de duas horas (pasmem!) e fui super bem atendido por pessoas capacitadas (nada daqueles atendentes de telemarketing) que estavam interessadas no que eu queria dizer.
Ia ser bom se mais empresas passassem a ouvir um pouco mais seus usuários no lugar de empurrar tecnologias a eles e simplesmente mandar um “acostume-se” quando ele reclamar do novo sistema.

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Usando links callto:

Certa vez estava no trabalho e meu irmão me pediu para ver o telefone da Webjet para ele. Como estava de saida para o almoço, peguei meu celular Nokia E62 e resolvi acessar a pagina da empresa para pegar essa informação. Como a paginha tinha um maldito flash com esses dados, claro que tive que voltar do almoço antes de qualquer coisa, né? Vale o toque que essas informações devem ficar sempre em uma área acessivel do site.
Mas voltando ao topico do post… Tempos depois, estava conversando com um pessoal no trabalho sobre o Skype e comentando que coloquei no site da Ipê uns links do tipo callto: nos telefones de contato. Esses links, quando clicados e com o Skype instalado, fazem com que o mesmo inicie uma ligação para o numero do link. Só por curiosidade, acessei o site pelo Opera instalado no celular e cliquei no link. Adivinhem? É claro que o celular fez a ligação pra mim!
Então vale a dica pra quem estiver lendo isso aqui. Se a página da sua empresa tiver informações como um telefone para contato, não coloque esse numero escondido num flash pois um usuário em desespero não vai conseguir ver e pode acabar desistindo do contato. E quando colocar a informação como texto, experimente colocar um link callto, facilitando seu visitante de ficar gravando o numero antes de ligar para você!
Se tiver medo de spammers, coloca um filtro no seu programa de email ou faça como eu, use o Gmail! :D

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Adicionando um pouco de sentido às suas páginas…

A principal vantagem da Web Semântica, ou Web 3.0 se quiser assim chamá-la, é a capacidade de aplicativos entenderem o conteúdo de uma página através das tags ou microformats que o desenvolvedor tenha usado na concepção da mesma. Assim, quando você fizer uma pesquisa do tipo Peru+Lima, o Google saberá que você está procurando informações geográficas e não uma receita de peru ao molho de laranja! (Exemplo ridículo, né?)
Encontrei hoje um artigo no Site Point que falava justamente sobre algumas tags que podem ser usadas com a intenção de dar um pouco de sentido aos seus textos. Um exemplo bem legal é o texto:
<p>De acordo com o <acronym>W3C</acronym>, o <acronym>HTML</acronym> é a <cite>linguagem de publicação utilizada na Web<cite>.</p>
Que renderizado ficaria:

De acordo com o W3C, o HTML é a linguagem de publicação utilizada na Web.

Além da tag <p>, que define um parágrafo no texto, cada uma das outras tem um significado definido na especificação do HTML. A tag <acronym> representa uma sigla e a <cite> indica uma citação feita por outra entidade ou pelo próprio autor do texto.
Existem também outras tags interessantes que podem ser usadas, como <var> para se indicar uma variável ou parâmetro de um programa ou <kbd> como forma referência a uma entrada pelo teclado a ser feita pelo usuário.
Depois vou tentar falar um pouco mais sobre como usar os microformats com essa mesma função…

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AGE + Creative Commons

Analisando as licensas disponíveis, decidi fazer a distribuição do AGE utilizando o Creative Commons. A idéia é que o sistema possa ser distribuido sem cobrança aos Grupos Escoteiros que o utilizarem e que possa ser alterado para se adaptar a realidade de cada pessoal. Seguindo o link você vê os detalhes da licensa.
Pra quem não sabe ainda, o AGE (Administração de Grupo Escoteiro) é um sistema desenvolvido em conjunto pela Ipê Sistemas e Hipermídia e pelo Grupo Escoteiro Macahé. Esse sistema tem o objetivo de ajudar os Grupo Escoteiros filiados a União dos Escoteiros do Brasil a organizarem seus cadastros pessoal e administrativo.
Uma primeira versão foi liberada para testes e você pode conferir a cara que o programa está tomando. É certo que ainda temos muito trabalho pela frente mas toda sugestão ou crítica (desde que construtiva) é bem vinda. O usuário e senha são usuario, usuario (criativo não?).

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Escolha com cuidado o seu domínio…

Não sei o quanto disso é brincadeira e o quanto é descuido mas uma empresa dos EUA registrou o endereço http://www.penisland.net. O que a empresa faz? Canetas! A primeira vista, o link que você teria medo de clicar por achar que se trata de um site XXX simplemente direciona para o Pen Island, uma empresa especializada na confecção de canetas personalizadas.
Agora é pensar duas vezes antes de escolher aquele domínio que você descobriu que ainda não foi comprado pelos revendedores de domínio.

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Piratas da Cultura

Está acontecendo até o dia 24 de abril, no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, um conjunto de seminários entitulado Piratas da Cultura. Eu me interessei particularmente pelo seminário de hoje que falava sobre Tecno-pirataria que, além do tema ser muito interessante ainda tinha como convidados Cora Ronai (O Globo), Dagomir Marquezi (Info Exame) e Sérgio Branco (FGV, Creative Commons).
Entre os temas abordados no seminário foram discutidos os motivos da pirataria no Brasil e como funciona a lei brasileira para os direitos autorais. Essas horas que é triste ver como nosso pais está atrasado em relação ao resto do mundo civilizado. Enquanto paises como a Espanha, Noruega e até mesmo a Colômbia não cobram direitos sobre obras copiadas para uso particular (ou seja, as músicas que baixamos na internet), nós somos sempre levados a pensar no crime que estamos cometendo.
Mas existem coisas boas aparecendo por ai… O cantor B-Negão lançou seu último (se não me engano) CD pela Internet e, graças a divulgação boca a boca mundo afora, teve seu show na Espanha (sim, Espanha!) completamente lotado graças a divulgação.
Agora é torcer para que nossos governantes que elegemos após “pensar tanto” tenham em mente que precisamos crescer nesse sentido também para que nossa cultura tenha oportunidade de aparecer no mundo!

Se você quiser participar do último seminário, chegue cedo! As senhas começam a ser distribuidas as 18 horas e hoje, as 18:30, já haviam sido esgotadas. O próximo tema é Mercados de Estilo e Consumo.

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Google Master Plan

Como todos sabem, a Google está inserida em todos os campos da internet. Começou com um “simples” buscador, que logo virou a ferramenta de pesquisa mais usada no mundo inteiro, depois veio Gmail, Orkut, Google Analytics, Google Calendar, Google Earth, Google Maps, Youtube, Google fazedor de café, Google biscateiro e Google pra qualquer serviço que você precisar ou não. Enfim, a Google é praticamente a internet, é a maior criadora de sistemas para você gerenciar o que quiser online.
Pouco a pouco eles estão montando uma super-hiper-mega base de dados com informações de todo tipo sobre cada usuário. Sim, a google sabe que você gosta de livros do Harry Potter, assim como ela sabe quais emails você recebe e de quem, e principalmente seus conteúdos.

A grande pergunta que fica sobre tudo isso da Google é:
“Até onde vai essa busca por informação?”
Para pensar nisso, veja o site (existe um vídeo muito interessante ali): http://masterplanthemovie.com/

Essa pergunta nos leva a pensar em outras questões como a sociedade da informação e a banalização do conhecimento, mas essa discussão não é pertinente agora.

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