Arquivo de tecnologia

E o Riocard parou…

Se você mora em Niterói e usa a Barca com o Riocard, deve ter passado por maus bocados no começo desta semana. Em uma falha da atualização do software que verifica a validade dos cartões, várias pessoas foram impedidas de utilizar a embarcação e alguns ônibus por sistema apresentava uma mensagem de "tempo limite ultrapassado".

Para o usuário o problema era imediato, que impossibilitado de passar nas roletas tinha de apresentar o cartão para o número ser copiado e debitado futuramente. No entanto, certos ônibus sequer deixavam os passageiros embacarem por não saber do ocorrido.

Estranho é pensar nas causas que levaram a todo esse transtorno. A Barcas S.A. ignorar completamente o fim do horário de verão e não atualizar o sistema de catracas como solicitado pela Fetranspor, implementadora do sistema. E os desenvolvedores do sistema que não cogitaram essa possibilidade e não criaram uma forma de desligar essa validação ou processar tudo em modo offline, obrigando o uso do papel e caneta para controlar os passageiros.

E no meio desse fogo cruzado entre infraestrutura e desenvolvedores, quem paga a conta é o usuário.

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Meu problema com o Linux…

Nesse fim de ano, como forma de mudar de vida em 2008, decidi adotar o Linux para uso em casa mais como uma forma de conhecer e ajudar meus amigos a abandonar a pirataria. Baixei a última distribuição do Kubuntu e instalei a criança no meu laptop feliz e contente. De início fiquei meio apaixonado por ele graças ao Adept Installer e a possibilidade de conhecer diversos programas gratuitos sem o estresse se procurá-los e instalar um a um. A coisa mais fácil do mundo para o usuário leigo (leia-se, eu!) é selecionar o que quer instalar e clicar no botão “instala”. Sem mais perguntas e sem reiniciar eu tinha o micro com quase todos os programas que precisava, desde o Open Office até o Eclipse IDE.
Meus problemas começaram quando comecei a conviver com ele para realizar minhas tarefas do dia a dia. Primeiro descobri que o meu adaptar wireless não era reconhecido pelo Network Manager e eu precisaria configurá-lo por linha de comando a cada vez que ligasse o computador. Depois minha câmera digital não funcionava direito nos programas disponíveis e o GIMP não é a melhor forma de editar uma foto. A última gota foi quando descobri que meu HD externo trava quando entra no modo de economia de energia e que eu teria que conectá-lo via linha de comando (mais uma vez) pois o sistema não reconhece o NTFS que ele estava formatado. Junte isso ao fato de não conseguir configurar nenhum dos meus programas preferidos de Windows para rodar via Wine e cheguei a decisão de voltar ao bom e velho XP, que posso ligar para a Microsoft e aporrinhá-los quantas vezes quiser.
Não estou dizendo que o Linux seja ruim, ele apenas não está preparado para o usuário leigo. Eu não me importo de procurar uma coisa ou outra na Internet para colocar um software para funcionar, mas fazer disso uma rotina para cada programa ou dispositivo é extremamente cansativo. Em um cliente usamos o mesmo Kubuntu como sistema de um servidor Web e ele nunca causou problemas a equipe que faz o controle. O que deveria acontecer agora é uma conscientização da comunidade Linux para melhorar o sistema para o usuário de forma a torná-lo mais usável e assim facilitar a absorção dele no dia a dia.
Para ilustrar melhor o que disse, segue uma tira que encontrei na Internet e me inspirou a escrever esse post.

The PC Weenies: The problem with Linux

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Sinta-se em casa…

Meu browser preferido está chegando a sua terceira versão e uma das melhorias anunciadas me agradou muito. Hoje em dia o Firefox possui um layout único independente do sistema operacional que é executado o que, para muitos usuários, pode se tornar confuso pois foge aos padrões a que eles estão acostumados. Mas a partir da próxima versão, os ícones e menus seguirão a mesma linguagem de design do sistema operacional, diminuindo a curva de aprendizado e facilitando a divulgação do browser.
Em ambientes web não vemos esse tipo de padronização pois, como muitas aplicações têm seus estilos criados por designers ou pelo analista que está responsável pelo desenvolvimento, cada um cria seus próprios estilos e o usuário é obrigado a reaprender sempre como interagir com um sistema.
Se a sua empresa está acostumada a adquirir sistemas web de diversos fornecedores, uma boa prática é definir a sua própria linguagem de design, também conhecida como interface guidelines, da mesma forma como foi feito pela Sun. Não que a gigante contrate software de terceiros, mas ela precisou criar um padrão para que as diversas equipes de desenvolvimento seguissem um mesmo estilo e não criassem um emaranhado de botões e estilos que o usuário precise aprender.

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Agregando redes sociais

Um dos grandes problemas que apareceram com a Web 2.0, a criação das redes sociais e blogs foi uma maneira simples de gerenciar todo o conteúdo gerado. Eu, por exemplo, leio cerca de 12 blogs diariamente, tenho meu flickr e posto aqui no blog da empresa. Existe uma forma de centralizar isso tudo num unico lugar? Infelizmente não, mas podemos adotar algumas soluções para deixar o dia a dia mais prático.
Com a leitura de tantos blogs eu perdia vários minutos diários apenas entrando em sites que demoravam para carregar e, quando finalmente terminavam, descobria que não havia nenhuma novidade lá. Acho que se houver alguem que entre aqui no blog, você também passa por esse problema. Há umas semanas atrás resolvi aderir ao Google Reader para organizar meus feeds e vi que a solução é muito boa, mostra todas as atualizações ordenadas com a possibilidade de exibir somente as novidades de um determinado site. Infelizmente ainda faltam alguns recursos como do Gmail, onde podemos determinar alguns textos como lidos, definir tags de uma forma mais simples e por ai vai. Acho que uma intergração entre as duas ferramentas seria perfeita!
Agora olhando pelo outro lado, de quem publica informação, uma novidade do Orkut me surpreendeu. Desde a ultima atualização é possível agregar diversos feeds ao seu profile. Assim, quando seus amigos aparecerem para saber da sua vida, eles já tem acesso ao seu blog, flickr, fotolog ou o que mais de conteudo você produzir. E com apenas um clique eles são levados a página da publicação para que possam comentar e opinar.
Agora é aguardar e esperar que essa integração aumente para que finalmente possamos acessar todos essas redes, publicar conteudo e acompanhar nosso amigos de um único lugar. Tudo isso sem comprometer a segurança da informação enviada.

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Quando a tecnologia rema contra a maré…

Atualmente estou trabalhando como arquiteto para o Portal Internet de uma grande empresa brasileira. Entre as minhas funções, está a decisão entre usar ou não os EJBs 3.0 (Enterprise JavaBeans, para quem chegou aqui agora…). Como o tempo de desenvolvimento e a complicação caem consideravelmente e o Java EE 5 já possui alguns servidores homologados pensei: Por que não?
Acontece que o cliente possui a restrição de trabalhar com o Application Server de um distribuidor defindo e não existe meios de se alterar isso. Esse distribuidor, por sua vez, lançou há uns meses atras a sua versão do Application Server compatível e homologado para o JEE 5. Ou seja… TODOS os recuros da versão deveriam ter um mínimo de funcionamento naquele servidor.
Meu sofrimento começou quando tentei desenvolver um EJB 3 usando a IDE disponibilizada por eles. É claro que não funcionou, né? A ferramenta só permitia que fossem criados projetos que usassem EJB 2.1 (um parto para qualquer desenvolvedor) e, caso eu decidisse criar um projeto EJB 3 por conta própria, ela simplesmente não permitia que esse projeto fizesse parte de um EAR automaticamente.
Por amor ao Java, decidi fazer um projeto separado mesmo e colocar o JAR compilado a força dentro do EAR através de um script Ant mesmo. A principio tudo funcionou… EJB chamando EJB… Servidor reclamando de Interfaces que ele não achava… Meu projeto estava salvo! Até que tentei fazer a bendita (ou maldita) injeção de dependência em um componente JSF.
Se você não conhece, a injeção de dependência consiste em identificar as classes que o seu objeto precisa para ser utilizado e, a partir dai, criar uma instância delas e já colocar no seu objeto através dos metodos set dele. O JEE 5 melhor isso tudo e faz toda essa montagem através de annotations @EJB. Exceto no Application Server do meu cliente.
Tres dias de emails para fornecedor, cliente e chefe depois, decidimos fazer uma reunião para acertar os pontos falhos da arquitetura. De cara o representante do fornecedor já vem com aquele papo de “uma tecnologia de vanguarda como o EJB 3 aumenta muito o risco da sua aplicação, ainda mais porque a nossa equipe não está totalmente capacitada para atendê-los”, ou seja, “nosso produto não funciona e você vai ter que fazer tudo por conta e risco”.
Como não podia bater de frente com o cara e muito menos jogar a m**** no ventilador, decidir abandonar o EJB e fazer a minha camada de negócio através do Spring mesmo. Só não me peçam para plugar aplicações de terceiros nesse site porque agora ele está offline!

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AGE + Creative Commons

Analisando as licensas disponíveis, decidi fazer a distribuição do AGE utilizando o Creative Commons. A idéia é que o sistema possa ser distribuido sem cobrança aos Grupos Escoteiros que o utilizarem e que possa ser alterado para se adaptar a realidade de cada pessoal. Seguindo o link você vê os detalhes da licensa.
Pra quem não sabe ainda, o AGE (Administração de Grupo Escoteiro) é um sistema desenvolvido em conjunto pela Ipê Sistemas e Hipermídia e pelo Grupo Escoteiro Macahé. Esse sistema tem o objetivo de ajudar os Grupo Escoteiros filiados a União dos Escoteiros do Brasil a organizarem seus cadastros pessoal e administrativo.
Uma primeira versão foi liberada para testes e você pode conferir a cara que o programa está tomando. É certo que ainda temos muito trabalho pela frente mas toda sugestão ou crítica (desde que construtiva) é bem vinda. O usuário e senha são usuario, usuario (criativo não?).

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Piratas da Cultura

Está acontecendo até o dia 24 de abril, no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, um conjunto de seminários entitulado Piratas da Cultura. Eu me interessei particularmente pelo seminário de hoje que falava sobre Tecno-pirataria que, além do tema ser muito interessante ainda tinha como convidados Cora Ronai (O Globo), Dagomir Marquezi (Info Exame) e Sérgio Branco (FGV, Creative Commons).
Entre os temas abordados no seminário foram discutidos os motivos da pirataria no Brasil e como funciona a lei brasileira para os direitos autorais. Essas horas que é triste ver como nosso pais está atrasado em relação ao resto do mundo civilizado. Enquanto paises como a Espanha, Noruega e até mesmo a Colômbia não cobram direitos sobre obras copiadas para uso particular (ou seja, as músicas que baixamos na internet), nós somos sempre levados a pensar no crime que estamos cometendo.
Mas existem coisas boas aparecendo por ai… O cantor B-Negão lançou seu último (se não me engano) CD pela Internet e, graças a divulgação boca a boca mundo afora, teve seu show na Espanha (sim, Espanha!) completamente lotado graças a divulgação.
Agora é torcer para que nossos governantes que elegemos após “pensar tanto” tenham em mente que precisamos crescer nesse sentido também para que nossa cultura tenha oportunidade de aparecer no mundo!

Se você quiser participar do último seminário, chegue cedo! As senhas começam a ser distribuidas as 18 horas e hoje, as 18:30, já haviam sido esgotadas. O próximo tema é Mercados de Estilo e Consumo.

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