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Google Health e a privacidade

Foi anunciado na semana passada no Meio Bit e essa semana na Info Online o novo produto do Google. O Google Health é um sistema que promete revolucionar a medicida permitindo que os dados de vários pacientes estejam disponíveis para que os médicos possam acessá-los sem a necessidade de ler pilhas de documentos e exames que muitas vezes pouco importam para o caso em estudo. Mas como essas informações chegarão aos médicos?

Em um mundo onde as pessoas reclamam da invasão de privacidade em redes sociais, mesmo após terem colocados todas as suas informações como públicas, um sistema com informações médicas pode ter consequencias fatais nas mãos de usuários sem a devida orientação.

A minha primeira preocupação é o histórico de diversas pessoas circulando pela internet porque algum hacker conseguiu a senha desses usuários. Como o sistema de autenticação do Google é o mesmo para todos os serviços, a sua senha do email ou do Orkut pode ser utilizada para conseguir o seu último exame de sangue.

Além disso, existe a definição de visibilidade das informações. Como as telas que fazem essa configuração não foram apresentadas, fico pensando em como informar ao sistema quais informações desejo compartilhar com qual médico. Isso pode ser crítico em casos que o paciente deseja uma segunda opinião e corre o risco de esbarrar na ética profissional, com questionamentos sobre o diagnóstico de um colega de trabalho.

Com o amadurecimento da ferramenta, muitos problemas serão identificados e resolvidos mas em um mundo cada vez mais online, devemos pensar bastante antes de colocar qualquer informação disponível na Internet sob o risco de ficarmos superexpostos.

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IE8 e a retrocompatibilidade

Com a notícia de que o IE8 passou no teste ACID2 muitos desenvolvedores ficaram preocupados que seus sites desenvolvidos especialmente para funcionar no IE8 parassem de funcionar. Esse medo se dá, em grande parte, pelo browser não adotar os padrões da W3C e também pelo famoso "quirks mode" que permitia o desenvolvimento de páginas sem o DOCTYPE definido.

O IE7, que vem sendo adotado nas residências gradativamente, já mostra alguns problemas de compatibilidade com as antigas versões, enlouquecendo diversos administradores. Com a maior compatibilidade com o CSS 2.1, algumas páginas estão sendo renderizadas de forma diferente do esperado. De qualquer forma, a regra adotada pela Microsoft é a seguinte:

Se o documento possui um DOCTYPE, ela rendiriza seguindo os padrões W3C da melhor forma possível, caso contrário renderiza como der na telha.

Assim, a equipe da Microsoft começou a procurar uma solução que agrade a gregos e troianos. Enquanto o IE8 deve renderizar as páginas conforme o padrão, ele também deve suportar as páginas antigas e renderizar conforme o browser para qual a página foi desenvolvida.

A solução adotada, apesar se simples, não agradou a todos. Para cada página desenvolvida, deve existir uma meta-tag que indica a maior versão compatível com a página. Assim, se o IE8 encontrar um documento para IE6, ele emulará uma máquina virtual (ou qualquer mecanismo semelhante) para renderizar usando o mecanismo daquela versão.

<meta http-equiv="X-UA-Compatible" content="IE=6" />

Caso outros browsers desejem adotar a solução, é possível indicar vários targets em uma mesma tag, indicando as várias plataformas compatíveis.

<meta http-equiv="X-UA-Compatible" content="IE=8;FF=3;OtherUA=4" />

Particularmente acho que é hora de definir até que ponto devemos suportar versões anteriores pois isso só vai deixar os browsers mais lentos, confusos e conseqüentemente mais inseguros. Alguém já pensou que o mecanismo de renderização pode conter vulnerabilidades que ficarão expostas mesmo depois de encerrado o suporte ao browser?

Além disso, a migração de páginas antigas e a adoção de padrões é uma ótima maneira de gerar empregos para profissionais capacitados, e não para webdesigner que criam suas páginas no Word sem qualquer orientação.

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Internacionalização, Internationalization, i18n…

O conceito de internacionalização de um site não envolve apenas traduzir as mensagem e os demais elementos de texto presentes do mesmo. Como cada cultura possui diversas particularidades, devemos pensar em todos esses aspectos de forma que o visitante não enfrente maiores dificultades ao utilizar o sistema.
O primeiro passo é permitir que o usuário selecione a localidade em que se encontra. Os browser enviam essa informação por padrão a cada request mas sempre existe a possibilidade do usuário desejar alterá-la. Um exemplo é quando você utiliza o sistema operacional em inglês mas deseja acessar sites em português. Nesse caso, seu sistema deve permitir ao usuário alterar sua localização e persistir essa informação enquanto o mesmo estiver conectado. Uma forma de fazer isso é gravando um atributo de sessão para, a cada request, realizar os tratamentos necessários.

Imagens

Uma vez definida a localização em que o usuário está, devemos observar quais características são dependentes da mesma. Muitos sites criam seus layouts com imagens utilizando conteúdo textual, que deve ser alterado para o idioma do visitante. Para o designer do site isso pode ser um grande problema a partir do momento que esse conteúdo seja essencial para a apresentação desejada.

Formatos e máscaras

Informações dinâmicas como datas e números devem ser formatados para a localidade definida tanto na exibição na tela quanto em campos de entrada. Aqui no Brasil é comum usarmos o padrão dia/mês/ano para datas enquanto nos EUA é utilizado mês/dia/ano. Essa regra também é aplicada para campos numéricos, onde pontos e vírgulas possuem diferentes interpretações de acordo com a localização.
Como as unidades de medida também variam de local para local, elas devem ser exibidas no formato correto. Não estou dizendo que você vai precisar armazenar as distâncias em metros e pés no seu banco de dados, mas essas conversões precisam ser realizadas todas as vezes que uma informação for lida ou exibida na tela.
Dependendo da aplicação do seu sistema, ainda podem existir informações como CPF, números de telefone ou campos que passam por processos regulamentares que fazem os padrões mudarem de local para local, inclusive semanticamente.

Textos

A orientação do texto deve ser considerada pois, em alguns idiomas arábicos, o texto é lido da direita para esquerda enquanto nos orientais, também as páginas são passadas do que consideramos fim para o início, da forma que vemos em vários mangás.
A ordem de exibição de lista e textos varia em função da consideração ou não de acentos no texto. Para nós brasileiros, os caracteres a e á possuem o mesmo peso na ordem alfabética enquanto em idiomas saxônicos os caracteres acentuados são colocados ao final da ordenação.

Além de tudo que já falei aqui, existem os aspectos culturais de cada região que são extremamente complexos de ser adaptados em um sistema. O único, e mais gritante, exemplo que me vem a cabeça agora seria um cadastro onde é solicitado o nome da esposa do cliente. Em cultura monogâmicas é meio que óbvio como tratar essa informação, mas como proceder para culturas que aceitam a poligamia? E olha que só pensei superficialmente…

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Sinta-se em casa…

Meu browser preferido está chegando a sua terceira versão e uma das melhorias anunciadas me agradou muito. Hoje em dia o Firefox possui um layout único independente do sistema operacional que é executado o que, para muitos usuários, pode se tornar confuso pois foge aos padrões a que eles estão acostumados. Mas a partir da próxima versão, os ícones e menus seguirão a mesma linguagem de design do sistema operacional, diminuindo a curva de aprendizado e facilitando a divulgação do browser.
Em ambientes web não vemos esse tipo de padronização pois, como muitas aplicações têm seus estilos criados por designers ou pelo analista que está responsável pelo desenvolvimento, cada um cria seus próprios estilos e o usuário é obrigado a reaprender sempre como interagir com um sistema.
Se a sua empresa está acostumada a adquirir sistemas web de diversos fornecedores, uma boa prática é definir a sua própria linguagem de design, também conhecida como interface guidelines, da mesma forma como foi feito pela Sun. Não que a gigante contrate software de terceiros, mas ela precisou criar um padrão para que as diversas equipes de desenvolvimento seguissem um mesmo estilo e não criassem um emaranhado de botões e estilos que o usuário precise aprender.

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Será que sou um spam?

Já há algum tempo vinha recebendo a visita constante de “bots spammers”, ou como quer que eles se chamem, aqui no blog. A coisa mais inconveniente disso é que fui obrigado a filtrar os comentários dos artigos e recebia emails constantes para liberação ou não dos mesmos, sendo que na maior parte das vezes eu barrava o comentário. Mas qual a melhor forma de verificar se seus visitantes são mesmo humanos??
A solução mais “clássica” nesse sentido é o captcha, que consiste em uma série de letras deformadas onde o usuário deve digitá-las para confirmar sua autenticidade. Como os caracteres são ilegiveis para programas de OCR, uma máquina não poderia interpretá-los para fazer o envio automático de texto. No entanto, a deformidade aplicada no texto deve ser medida com cuidado porque já passei por vários captchas que não consegui diferenciar uma letra O de um número 0. Nesse caso, se os seus usuários forem de uma mesma região, uma solução é escolher palavras do idioma comum para não gerar ambiguidades.
Outra técnica usada, que só vi até hoje nos sites da Sun, foi utilizar formulas matemáticas simples onde o usuário digitaria a resposta. Como a dois mais dois são quatro em qualquer lugar do mundo, fica fácil para o usuário acertar a resposta. Ao mesmo tempo, qualquer spammer com alguns minutos a mais poderia criar um sistema que localize e interprete a equação, enchendo mais uma vez seu site de comentários indesejados.
Mesmo com todas essas soluções o email continua sendo um problema uma vez que o usuário que envia a mensagem não possui esses recursos de validação e o destinatário que fica responsável por validar se o email é desejado ou não. O uso de black-lists e white-lists costumam facilitar bastante e é justamente na segunda que vou me aprofundar.
As white-lists são compostas de emails conhecidos por você que podem ser encaminhados a sua caixa de entrar sem passar pelo criterio de seleção de spam. O Hotmail coloca os emails suspeitos em uma pasta separada onde o usuário deve selecionar quais deles são confiáveis, fazendo com que os próximos emails daquele remetente sejam liberados sem maiores problemas. Já a UOL solicita ao remetente que acesse uma página e confirme a sua identidade através de um captcha. O grande problema da solução da UOL, ao meu ver, surge quando você conhece diversas pessoas que tenham email nesse provedor. Para cada nova pessoa que você envia um email, você precisa confirmar a sua identidade, independente de já ter feito isso para outro conhecido. Num mundo como esse, será que é tão complicado verificar se eu já confirmei a minha identidade para outra pessoa na mesma base de dados?? Acredito que não.

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Agregando redes sociais

Um dos grandes problemas que apareceram com a Web 2.0, a criação das redes sociais e blogs foi uma maneira simples de gerenciar todo o conteúdo gerado. Eu, por exemplo, leio cerca de 12 blogs diariamente, tenho meu flickr e posto aqui no blog da empresa. Existe uma forma de centralizar isso tudo num unico lugar? Infelizmente não, mas podemos adotar algumas soluções para deixar o dia a dia mais prático.
Com a leitura de tantos blogs eu perdia vários minutos diários apenas entrando em sites que demoravam para carregar e, quando finalmente terminavam, descobria que não havia nenhuma novidade lá. Acho que se houver alguem que entre aqui no blog, você também passa por esse problema. Há umas semanas atrás resolvi aderir ao Google Reader para organizar meus feeds e vi que a solução é muito boa, mostra todas as atualizações ordenadas com a possibilidade de exibir somente as novidades de um determinado site. Infelizmente ainda faltam alguns recursos como do Gmail, onde podemos determinar alguns textos como lidos, definir tags de uma forma mais simples e por ai vai. Acho que uma intergração entre as duas ferramentas seria perfeita!
Agora olhando pelo outro lado, de quem publica informação, uma novidade do Orkut me surpreendeu. Desde a ultima atualização é possível agregar diversos feeds ao seu profile. Assim, quando seus amigos aparecerem para saber da sua vida, eles já tem acesso ao seu blog, flickr, fotolog ou o que mais de conteudo você produzir. E com apenas um clique eles são levados a página da publicação para que possam comentar e opinar.
Agora é aguardar e esperar que essa integração aumente para que finalmente possamos acessar todos essas redes, publicar conteudo e acompanhar nosso amigos de um único lugar. Tudo isso sem comprometer a segurança da informação enviada.

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Usando links callto:

Certa vez estava no trabalho e meu irmão me pediu para ver o telefone da Webjet para ele. Como estava de saida para o almoço, peguei meu celular Nokia E62 e resolvi acessar a pagina da empresa para pegar essa informação. Como a paginha tinha um maldito flash com esses dados, claro que tive que voltar do almoço antes de qualquer coisa, né? Vale o toque que essas informações devem ficar sempre em uma área acessivel do site.
Mas voltando ao topico do post… Tempos depois, estava conversando com um pessoal no trabalho sobre o Skype e comentando que coloquei no site da Ipê uns links do tipo callto: nos telefones de contato. Esses links, quando clicados e com o Skype instalado, fazem com que o mesmo inicie uma ligação para o numero do link. Só por curiosidade, acessei o site pelo Opera instalado no celular e cliquei no link. Adivinhem? É claro que o celular fez a ligação pra mim!
Então vale a dica pra quem estiver lendo isso aqui. Se a página da sua empresa tiver informações como um telefone para contato, não coloque esse numero escondido num flash pois um usuário em desespero não vai conseguir ver e pode acabar desistindo do contato. E quando colocar a informação como texto, experimente colocar um link callto, facilitando seu visitante de ficar gravando o numero antes de ligar para você!
Se tiver medo de spammers, coloca um filtro no seu programa de email ou faça como eu, use o Gmail! :D

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Adicionando um pouco de sentido às suas páginas…

A principal vantagem da Web Semântica, ou Web 3.0 se quiser assim chamá-la, é a capacidade de aplicativos entenderem o conteúdo de uma página através das tags ou microformats que o desenvolvedor tenha usado na concepção da mesma. Assim, quando você fizer uma pesquisa do tipo Peru+Lima, o Google saberá que você está procurando informações geográficas e não uma receita de peru ao molho de laranja! (Exemplo ridículo, né?)
Encontrei hoje um artigo no Site Point que falava justamente sobre algumas tags que podem ser usadas com a intenção de dar um pouco de sentido aos seus textos. Um exemplo bem legal é o texto:
<p>De acordo com o <acronym>W3C</acronym>, o <acronym>HTML</acronym> é a <cite>linguagem de publicação utilizada na Web<cite>.</p>
Que renderizado ficaria:

De acordo com o W3C, o HTML é a linguagem de publicação utilizada na Web.

Além da tag <p>, que define um parágrafo no texto, cada uma das outras tem um significado definido na especificação do HTML. A tag <acronym> representa uma sigla e a <cite> indica uma citação feita por outra entidade ou pelo próprio autor do texto.
Existem também outras tags interessantes que podem ser usadas, como <var> para se indicar uma variável ou parâmetro de um programa ou <kbd> como forma referência a uma entrada pelo teclado a ser feita pelo usuário.
Depois vou tentar falar um pouco mais sobre como usar os microformats com essa mesma função…

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Escolha com cuidado o seu domínio…

Não sei o quanto disso é brincadeira e o quanto é descuido mas uma empresa dos EUA registrou o endereço http://www.penisland.net. O que a empresa faz? Canetas! A primeira vista, o link que você teria medo de clicar por achar que se trata de um site XXX simplemente direciona para o Pen Island, uma empresa especializada na confecção de canetas personalizadas.
Agora é pensar duas vezes antes de escolher aquele domínio que você descobriu que ainda não foi comprado pelos revendedores de domínio.

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Google Master Plan

Como todos sabem, a Google está inserida em todos os campos da internet. Começou com um “simples” buscador, que logo virou a ferramenta de pesquisa mais usada no mundo inteiro, depois veio Gmail, Orkut, Google Analytics, Google Calendar, Google Earth, Google Maps, Youtube, Google fazedor de café, Google biscateiro e Google pra qualquer serviço que você precisar ou não. Enfim, a Google é praticamente a internet, é a maior criadora de sistemas para você gerenciar o que quiser online.
Pouco a pouco eles estão montando uma super-hiper-mega base de dados com informações de todo tipo sobre cada usuário. Sim, a google sabe que você gosta de livros do Harry Potter, assim como ela sabe quais emails você recebe e de quem, e principalmente seus conteúdos.

A grande pergunta que fica sobre tudo isso da Google é:
“Até onde vai essa busca por informação?”
Para pensar nisso, veja o site (existe um vídeo muito interessante ali): http://masterplanthemovie.com/

Essa pergunta nos leva a pensar em outras questões como a sociedade da informação e a banalização do conhecimento, mas essa discussão não é pertinente agora.

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