Arquivo de Fevereiro de 2008

Google Health e a privacidade

Foi anunciado na semana passada no Meio Bit e essa semana na Info Online o novo produto do Google. O Google Health é um sistema que promete revolucionar a medicida permitindo que os dados de vários pacientes estejam disponíveis para que os médicos possam acessá-los sem a necessidade de ler pilhas de documentos e exames que muitas vezes pouco importam para o caso em estudo. Mas como essas informações chegarão aos médicos?

Em um mundo onde as pessoas reclamam da invasão de privacidade em redes sociais, mesmo após terem colocados todas as suas informações como públicas, um sistema com informações médicas pode ter consequencias fatais nas mãos de usuários sem a devida orientação.

A minha primeira preocupação é o histórico de diversas pessoas circulando pela internet porque algum hacker conseguiu a senha desses usuários. Como o sistema de autenticação do Google é o mesmo para todos os serviços, a sua senha do email ou do Orkut pode ser utilizada para conseguir o seu último exame de sangue.

Além disso, existe a definição de visibilidade das informações. Como as telas que fazem essa configuração não foram apresentadas, fico pensando em como informar ao sistema quais informações desejo compartilhar com qual médico. Isso pode ser crítico em casos que o paciente deseja uma segunda opinião e corre o risco de esbarrar na ética profissional, com questionamentos sobre o diagnóstico de um colega de trabalho.

Com o amadurecimento da ferramenta, muitos problemas serão identificados e resolvidos mas em um mundo cada vez mais online, devemos pensar bastante antes de colocar qualquer informação disponível na Internet sob o risco de ficarmos superexpostos.

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E o Riocard parou…

Se você mora em Niterói e usa a Barca com o Riocard, deve ter passado por maus bocados no começo desta semana. Em uma falha da atualização do software que verifica a validade dos cartões, várias pessoas foram impedidas de utilizar a embarcação e alguns ônibus por sistema apresentava uma mensagem de "tempo limite ultrapassado".

Para o usuário o problema era imediato, que impossibilitado de passar nas roletas tinha de apresentar o cartão para o número ser copiado e debitado futuramente. No entanto, certos ônibus sequer deixavam os passageiros embacarem por não saber do ocorrido.

Estranho é pensar nas causas que levaram a todo esse transtorno. A Barcas S.A. ignorar completamente o fim do horário de verão e não atualizar o sistema de catracas como solicitado pela Fetranspor, implementadora do sistema. E os desenvolvedores do sistema que não cogitaram essa possibilidade e não criaram uma forma de desligar essa validação ou processar tudo em modo offline, obrigando o uso do papel e caneta para controlar os passageiros.

E no meio desse fogo cruzado entre infraestrutura e desenvolvedores, quem paga a conta é o usuário.

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