Arquivo de Janeiro de 2008

IE8 e a retrocompatibilidade

Com a notícia de que o IE8 passou no teste ACID2 muitos desenvolvedores ficaram preocupados que seus sites desenvolvidos especialmente para funcionar no IE8 parassem de funcionar. Esse medo se dá, em grande parte, pelo browser não adotar os padrões da W3C e também pelo famoso "quirks mode" que permitia o desenvolvimento de páginas sem o DOCTYPE definido.

O IE7, que vem sendo adotado nas residências gradativamente, já mostra alguns problemas de compatibilidade com as antigas versões, enlouquecendo diversos administradores. Com a maior compatibilidade com o CSS 2.1, algumas páginas estão sendo renderizadas de forma diferente do esperado. De qualquer forma, a regra adotada pela Microsoft é a seguinte:

Se o documento possui um DOCTYPE, ela rendiriza seguindo os padrões W3C da melhor forma possível, caso contrário renderiza como der na telha.

Assim, a equipe da Microsoft começou a procurar uma solução que agrade a gregos e troianos. Enquanto o IE8 deve renderizar as páginas conforme o padrão, ele também deve suportar as páginas antigas e renderizar conforme o browser para qual a página foi desenvolvida.

A solução adotada, apesar se simples, não agradou a todos. Para cada página desenvolvida, deve existir uma meta-tag que indica a maior versão compatível com a página. Assim, se o IE8 encontrar um documento para IE6, ele emulará uma máquina virtual (ou qualquer mecanismo semelhante) para renderizar usando o mecanismo daquela versão.

<meta http-equiv="X-UA-Compatible" content="IE=6" />

Caso outros browsers desejem adotar a solução, é possível indicar vários targets em uma mesma tag, indicando as várias plataformas compatíveis.

<meta http-equiv="X-UA-Compatible" content="IE=8;FF=3;OtherUA=4" />

Particularmente acho que é hora de definir até que ponto devemos suportar versões anteriores pois isso só vai deixar os browsers mais lentos, confusos e conseqüentemente mais inseguros. Alguém já pensou que o mecanismo de renderização pode conter vulnerabilidades que ficarão expostas mesmo depois de encerrado o suporte ao browser?

Além disso, a migração de páginas antigas e a adoção de padrões é uma ótima maneira de gerar empregos para profissionais capacitados, e não para webdesigner que criam suas páginas no Word sem qualquer orientação.

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Meu problema com o Linux…

Nesse fim de ano, como forma de mudar de vida em 2008, decidi adotar o Linux para uso em casa mais como uma forma de conhecer e ajudar meus amigos a abandonar a pirataria. Baixei a última distribuição do Kubuntu e instalei a criança no meu laptop feliz e contente. De início fiquei meio apaixonado por ele graças ao Adept Installer e a possibilidade de conhecer diversos programas gratuitos sem o estresse se procurá-los e instalar um a um. A coisa mais fácil do mundo para o usuário leigo (leia-se, eu!) é selecionar o que quer instalar e clicar no botão “instala”. Sem mais perguntas e sem reiniciar eu tinha o micro com quase todos os programas que precisava, desde o Open Office até o Eclipse IDE.
Meus problemas começaram quando comecei a conviver com ele para realizar minhas tarefas do dia a dia. Primeiro descobri que o meu adaptar wireless não era reconhecido pelo Network Manager e eu precisaria configurá-lo por linha de comando a cada vez que ligasse o computador. Depois minha câmera digital não funcionava direito nos programas disponíveis e o GIMP não é a melhor forma de editar uma foto. A última gota foi quando descobri que meu HD externo trava quando entra no modo de economia de energia e que eu teria que conectá-lo via linha de comando (mais uma vez) pois o sistema não reconhece o NTFS que ele estava formatado. Junte isso ao fato de não conseguir configurar nenhum dos meus programas preferidos de Windows para rodar via Wine e cheguei a decisão de voltar ao bom e velho XP, que posso ligar para a Microsoft e aporrinhá-los quantas vezes quiser.
Não estou dizendo que o Linux seja ruim, ele apenas não está preparado para o usuário leigo. Eu não me importo de procurar uma coisa ou outra na Internet para colocar um software para funcionar, mas fazer disso uma rotina para cada programa ou dispositivo é extremamente cansativo. Em um cliente usamos o mesmo Kubuntu como sistema de um servidor Web e ele nunca causou problemas a equipe que faz o controle. O que deveria acontecer agora é uma conscientização da comunidade Linux para melhorar o sistema para o usuário de forma a torná-lo mais usável e assim facilitar a absorção dele no dia a dia.
Para ilustrar melhor o que disse, segue uma tira que encontrei na Internet e me inspirou a escrever esse post.

The PC Weenies: The problem with Linux

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