Principio da menor surpresa

Imagine a cena… Você acabou de fechar aquele pedido em uma loja virtual mas percebe que não possui o dinheiro no momento, apesar de ter entrado com seus dados do cartão de crédito. O loja, preparada para essa situação, possui uma funcionalidade que permite a você cancelar os pedidos. Entrando na funcionalidade o pedido é facilmente encontrado, selecionado e os dados são exibidos junto um grande botão “cancelar”.

Numa situação dessa você fica pensando o que significa o botão. Ele cancela a operação que estou realizando ou o pedido desejado? Segundo o Principio da Menor Surpresa, a ação deveria cancelar a proposta pois é a operação que causaria, como diz o título, a menor surpresa ao usuário. Afinal de contas, ele entrou nessa tela para cancelar a proposta.

De qualquer forma, cada usuário pode possuir uma associação diferente ao label do botão de acordo com a categoria de pensamento utilizada para interpretá-lo. A melhor coisa a fazer nesse caso é eliminar qualquer tipo de ambiguidade. Assim, uma etiqueta “confirmar operação” diria mais a respeito da ação a ser realizada no momento do clique.

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1 Comentário »

  1. Ipê Sistemas e Hipermídia » Minimizar ou Fechar disse,

    29 de Dezembro de 2007 @ 23:18

    […] Nos sistemas operacionais baseados em janelas, seja ele Linux ou Windows (não posso falar do OSX porque nunca usei…) existem dois botões que são figurinhas carimbadas em quase todas as janelas abertas pelo usuário, o minimizar e o fechar. O primeiro faz com que a janela deixe de ser exibida no desktop e vá para a barra de tarefas. O segundo, como mesmo diz o nome, fecha a janela atual. Ou pelo menos era assim que eles deveriam se comportar… A idéia de minimizar um programa é deixar ele em segundo plano mas ainda visível para que o usuário possa interagir com o mesmo, como um documento do Word guardado até que você encontre na Internet a referência a ser incluída. Acontece que programas como players de mídia e gerenciadores de downloads se comportam mais como serviços que como programas em si. Assim, qual o motivos dos mesmos ocuparem espaço ou bagunçarem a sua barra de tarefas? Melhor escondê-los em segundo plano até precisar deles. O iTunes, Winamp, entre outros, usam a estratégia de criar um ícone no system tray para que o usuário consiga acessá-los e remover sua referência da taskbar. Mas a forma que o usuário executa essa tarefa deve ser estudada e padronizada para manter o Princípio da Menor Surpresa. Enquanto alguns programas usam o botão minimizar, outros usam o fechar para a ativação do processo, e o usuário fica sem saber qual botão faz o que no programa em que está mexendo. O Getright oferecia a melhor solução ao meu ver, no quesito usabilidade. O usuário, além de escolher se o programa deveria ou não ser exibido no system tray, ainda poderia criar um terceiro botão na janela que faria essa função. Assim as funções originais dos botões não seriam sobrescritas, causando confusão no modelo mental do usuário, e a máxima “empower the user” seria seguida. E pensar que tudo isso começou porque fechei sem querer o iTunes… […]

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